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| Que importa! Cama de faquir hindu (é o que era) com pregos doloridos de solidão a lhe gelar a alma vaporosa. O olho direito fechou-se primeiro, porque era deslocado um pouco para baixo e o sono vinha dos pés. Estranho, concluiu ele, e o outro olho fechou-se também.
A cama era uma nuvem. Alguém o acariciou. Como era bom ter alguém ali do seu lado. Pedro, o santo, entregou-se a chave. O que estaria do outro lado da porta? Céu ou inferno? Não sei. Nunca ninguém soube. Ele simplesmente adormeceu... Seu ronco virou marola. Seus suspiros, vento-norte-sul. Seu corpo enorme, enormes montanhas... |
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