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| Como era linda a sua amante, ficou orgulhoso da presa, másculo caçador que era. Já a encontrara por acaso durante o dia, cinquentão, nos quase cinco anos de amor total em comum convivência, aqui e ali pelas redondezas da mesma avenida, a maior do Brasil, e era sempre uma grata surpresa, um contentamento, uma prosa esticada além da alcova noturna em prazeres diários, rotineiros. Ora a via no Shopping Paulista gastando seu cheque especial, ora no Metro Trianon comprando peças barrocas raras, muitas vezes perto de um cinema cult, uma butique de importados, uma banca de revistas européias, uma sauna de quilate. Sempre ele - casado, família de renome em Itararé - bancando ali a marmita (que comia fora de casa) a sua adorável ruivinha de nariz fino, de seios empinados, corpinho de menina-moça, pés de bailarina, mãos de pianista, olhos verdes de anjo, pequeninos lábios de musa, ancas de menina de grosso calibre. |
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